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BRASIL: 13/05/2008
Nossa Senhora
Maria na Bíblia
“Bendita
és tu entre todas as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”
(Lc 1,42)
Mesmo que o NT tenha como objetivo falar de Jesus e sua
mensagem, os textos bíblicos falam muito também da sua Mãe.
A Bíblia nos ensina que quando chegou a plenitude dos tempos, Deus
enviou seu Filho nascido de uma Mulher (Gl 4,4). O Senhor Deus queria
cumprir a mais importante de todas as promessas do Antigo Testamento,
que era a vinda do Messias, e assim “o Verbo se fez carne e habitou
entre nós” (Jo 1,14). O ventre de Maria foi o primeiro sacrário
de Jesus, foi ali que o Filho de Deus foi gestado durante nove meses!
Maria foi a escolhida entre as mulheres para trazer o Messias ao mundo.
Era o sonho das meninas da época:
- ser a mãe daquele que havia sido prometido pelos Profetas.
Recebeu a visita do Anjo Gabriel que lhe anunciou a grande
missão. Ela encontrou graça diante de Deus e o Senhor estava
com ela (Lc 1,28). Ela disse “Sim” a Deus, como a humilde
serva do Senhor (Lc 1,38). Esta missão foi difícil e bela
ao mesmo tempo. Maria teve que enfrentar os preconceitos, precisou da
ajuda do Anjo para convencer José, a quem estava prometida em casamento.
Seguramente não faltaram as fofocas e correu o risco de ser apedrejada,
segundo a lei da época. Maria se colocou a serviço, visitando
Isabel, que estava grávida e esperava pelo nascimento de João
Batista. Maria cantou de alegria. O Magnificat (Lc 1,46-55) é o
canto da esperança e da fidelidade! Canto que expressa o sonho
e as expectativas dos pobres e justos da época. O Menino Jesus
nasceu na pobreza da gruta de Belém, onde a jovem Mãe aprendeu
a cuidar dele “envolvendo-os em faixas e reclinou-o numa manjedoura”
(Lc 2,7). É a pobreza material e a riqueza da graça que
se unem.
Maria acolhedora e hospitaleira recebeu a visita dos
magos e ouviu o céu e a terra se encherem com cantos de glória
(Lc 2,8-12). Maria cumpriu os preceitos da Lei. O Menino Jesus foi circuncidado
no oitavo dia (Lc 2,21). E quarenta dias depois do nascimento a mãe
foi ao Templo para purificar-se e levar a oferta dos pobres, um casal
de pombinhos (Lc 2,24). Foi no Templo que ela viu as profecias se realizando,
quando o Menino foi reconhecido pelo velho e justo Simeão e pela
profetisa Ana. Mas foi também ali no Templo que soube que uma “espada
lhe transpassaria a alma” (Lc 2,35). Ela retornou a Nazaré
e acompanhou o Menino que crescia em sabedoria e graça diante de
Deus. Foi com Ele a Jerusalém quando já estava com doze
anos, sofreu com a sua perda, mas sabia que Ele estava se preparando para
a missão. E foi conservando tudo isso em seu coração
(Lc 2,51).
Foi Maria quem deu o sinal para o início
da atividade de Jesus: - “Fazei tudo o que Ele vos disser”
(Jo 2,5).
Depois acompanhou silenciosamente o Filho que anunciou
o Reino e a boa notícia de Deus ao povo. A Mãe acompanhou
Jesus na sua subida à Jerusalém cantando os Salmos, como
faziam as mulheres que subiam ao Templo para adorar ao Senhor. Mas seguiu
também quando Jesus carregou a cruz no caminho do Calvário.
Aos pés da cruz ouviu o pedido de Jesus ao Apóstolo João
para que cuidasse dela, indicando que não havia ali nenhum parente
de Jesus (Jo 19,25-27) e, segundo a tradição, foi ela que
recebeu o corpo do Filho descido da cruz. Ainda encontramos Maria em oração
com os Apóstolos no cenáculo de Jerusalém (At 1,14)
e no dia do nascimento da Igreja em Pentecostes (At 2,1ss), por isso Maria
é também Mãe da Igreja. Assim como Jesus foi fiel
à sua missão, Maria também foi perseverante até
o fim. Por isso, Maria é para nós exemplo de Mãe,
Mulher e discípula do Senhor!
Frei Ildo - ildo.perondi@pucpr.br
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