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ESPANHA: 10/12/2008
Defesa da Vida
Mulher arrependida relata ante deputados drama do aborto
Politicamente se vende “o
aborto como sintoma de liberdade e de progresso”, denuncia
Esperanza
Puente Moreno, membro da Fundação RedMadre, relatou perante
a comissão de deputados que estuda uma nova lei do aborto, o drama
que sofreu logo depois de realizar-se esta prática faz 13 anos,
depois da qual, indicou, “sou mãe de dois filhos, um vivo
de 22 anos e outro morto ao quem não posso nem sequer encarar”.
“(As mulheres) seguimos estando indefesas e desamparadas frente
a esta realidade.
A mulher que aborta se enfrenta ao silêncio e à
solidão, um imenso peso acrescentado à síndrome pós-aborto.
Mas nem então, quando me fizeram abortar, nem agora, se informa
das conseqüências reais do aborto”, declarou ao ADN.es
ao sair de seu comparecimento ante a comissão parlamentar. Por
isso, lamentou que o Governo siga vendendo à sociedade a idéia
de que o aborto é um “sintoma de liberdade e de progresso”,
quando “para nenhuma mulher que abortou representou nem saúde,
nem liberdade, nem progresso”.
Do mesmo modo, denunciou que a sociedade “esconde
a cabeça” perante esta realidade e permite que o Governo
reforme a lei “em apóio a uma demanda social que não
existe”, com um debate “a porta fechada”. “A sociedade
tem direito a ficar sabendo o que se coloca sobre a mesa. É uma
falta à democracia e à liberdade”, expressou. Nesse
sentido, criticou que o Governo destine 40 milhões de euros dos
impostos a “financiar centros e práticas abortivas”,
e não se subsidie três milhões para levar adiante
programas de ajuda à mulher grávida. “Ampliar o aborto
é só ampliar o negócio do aborto, que é o
quarto que mais volume de dinheiro move no mundo”, indicou.
“Disseram-me
que era um tecido”
Esperança, que atualmente assessora às
mulheres que vão à fundação, lembrou o drama
que viveu a partir dos 18 anos, quando sendo já mãe solteira,
a Segurança Social lhe diagnosticou sua segunda gravidez e diretamente
lhe deram o número de um centro onde abortar. “Em meu caso,
disseram-me que era uma tecido de células que podia cortar, disseram-me
que era a solução mais simples, sem seqüelas”,
lembrou, “mas aquilo era um bebê de três meses, cortado
em pedaços”.
“De minha experiência com mulheres
grávidas, comprovei que há mulheres que ao princípio
parece que o agüentam (o síndrome pós-aborto), e que
depois, aos 20 anos de abortar, padecem-no por qualquer circunstância:
- pelo nascimento de um neto, porque vêem uns meninos
jogando no parque”, indicou.
Relatou que a mulher que aborta experimenta “um
sentimento de culpa e de ira muito difícil de superar”. “Não
nos levantamos da maca ainda”, expressou. Por isso, Esperança
disse que a mulher grávida “deve saber que há mais
opções que o aborto, como que há entidades que a
ajudam”. “Se deve fornecer toda a informação.
A realidade do aborto é muito mais dramática depois de efetuado”,
indicou. “Insisto e seguirei insistindo em que estes consentimentos
que se dão em centros privados são incompletos e ilegais.
À mulher grávida continua a ser deixada de lado, indefesa
(…). Não acredito que haja nenhuma só mulher que acuda
livremente a que cortem a seu filho em pedaços”, afirmou.
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