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EUA: 18/04/2008
Papa
Bento XVI e Bush discutem sobre Iraque e Imigração
Quando Bento XVI e o presidente americano George Bush
sentaram-se para conversar em privado no Salão Oval hoje, suas
atenções se voltaram para um leque de assuntos, desde o
Iraque à imigração. O Papa visitou a Casa Banca nesta
manhã em seu primeiro dia completo, dos cinco dias em que estará
visitando os Estados Unidos. Bush deu as boas-vindas com uma festa de
9.000 convidados e um enorme bolo amarelo em celebração
de seus 81 anos de vida. O presidente falou ao Santo Padre sobre a imagem
da América que o Papa verá durante sua jornada apostólica.
«Aqui, na América, o senhor encontrará uma nação
de orantes. Cada dia, milhões de nossos cidadãos se aproximam
de nosso Criador de joelhos, buscando sua graça e agradecendo pelas
muitas bênçãos que Ele nos concede. Milhões
de norte-americanos rezaram por sua visita, e milhões buscam orar
com o senhor esta semana.»
E continuou:
- «Aqui na América o senhor encontrará
uma nação que dá as boas-vindas ao papel da fé
na praça pública.
Quando nossos fundadores declararam a independência
de nossa nação, eles lançaram sua causa no apelo
às ‘leis da natureza, e do Deus da natureza’. Acreditamos
na liberdade religiosa. Acreditamos também que um amor pela liberdade
e uma lei moral comum são escritas em cada coração
humano, e que estes constituem o firme fundamento no qual cada sociedade
livre bem sucedida deve ser construída». O presidente disse
que a América é uma nação moderna, «guiada
pelas verdades eternas e ancestrais». E a chamou de uma das nações
mais religiosas da terra.
«Esta é uma das maiores forças de
nosso país e uma das razões de que nossa terra mantenha
a esperança e a oportunidade para milhões de pessoas por
todo o mundo», continuou Bush. «Acima de tudo, Santo Padre,
o senhor encontrará na América pessoas cujos corações
estão abertos para sua mensagem de esperança. E a América
e o mundo precisam desta mensagem.» Bento XVI mencionou o relacionamento
entre fé e o estado secular na América, quando ele falou
com jornalistas no caminho para os Estados Unidos na terça-feira.
Ele elogiou o modelo americano deste relacionamento e sugeriu que seja
algo que a Europa deva imitar
Dignidade e vida
Depois, pela manhã, os dois líderes se
retiraram no Salão Oval para uma conversa privada. Um pronunciamento
conjunto relatou que o presidente agradeceu ao Papa por seu desejo de
visitar o «Ground Zero», onde o World Trade Center se encontrava
antes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
A declaração disse que o Papa e
Bush discutiram sobre vários tópicos:
- o respeito à dignidade da pessoa humana; a defesa
e promoção da vida, matrimônio e família; a
educação das gerações futuras; direitos humanos
e liberdade religiosa; desenvolvimento sustentável e a luta contra
a pobreza e pandemias, especialmente na África.
«Ambos reafirmaram sua total rejeição
do terrorismo, assim como da manipulação da religião
para justificar atos imorais e violentos contra inocentes. Falaram da
necessidade de confrontar o terrorismo com meios apropriados que respeitem
a pessoa humana e seus direitos.» Entre suas preocupações
mútuas estava o tema do Oriente Médio. «O Santo Padre
e o presidente dedicaram um tempo considerável às suas discussões
sobre o Oriente Médio, em particular sobre a resolução
do conflito Israel-Palestina, em linha com a visão dos dois estados
viverem lado a lado em paz e segurança; seu apoio mútuo
para a soberania e independência do Líbano.
E suas preocupações comuns sobre a situação
no Iraque e particularmente o estado precário das comunidades cristãs
lá e em toda a região. O Santo Padre e o presidente expressaram
esperança de pôr um fim à violência e de uma
rápida e compreensiva solução para a crise que aflige
a região». Finalmente, a declaração confirmou
que Bento XVI e Bush discutiram a situação da América
Latina, e em particular sobre o tópico dos imigrantes. Expressaram
«a necessidade de uma política coordenada para a imigração,
especialmente seu tratamento humano e o bem-estar de suas famílias».
Troca de presentes
Bento XVI presenteou Bush com um mosaico chamado «St.
Peter’s Square», baseado em uma pintura do século XIX.
Medindo 60 x 35 cm, o trabalho foi completado usando policromia aplicada
com adesivo à base de óleo em base metálica. O adesivo
foi preparado de acordo com a mesma fórmula centenária usada
para afixar os mosaicos encontrados na Basílica de São Pedro.
Zenit
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