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IRAQUE: 22/04/2008
Testemunho
Testamento Espiritual do Arcebispo Assassinado
Amor pelos irmãos «muçulmanos
do Iraque» e aceitação da morte como abandono total
em Deus:
- são as chaves dadas por Dom Rahho, arcebispo
caldeu de Mosul (Iraque), morto nas mãos de seqüestradores
há pouco mais de um mês.
A agencia «AsiaNews», do Pontifício
Instituto de Missões Exteriores (PIME), traduziu do árabe,
da web «Ankawa.com», algumas partes do «testamento espiritual»
do prelado, datado de 15 de agosto de 2003. O texto explicita sua entrega
plena nas mãos de Deus e lança uma mensagem de amor e fraternidade
a todas as comunidades religiosas do Iraque. Segundo a agencia do PIME,
o escrito de Dom Rahho recorda com especial ternura os deficientes da
«Fraternidade de Caridade e Alegria», que havia fundado em
1989. «De vós aprendi o amor – dizia-lhes –,
vós me ensinastes a amar».
E a seus familiares, escrevia: - «Não
possuo nada, o que tenho não é meu.
Eu mesmo era uma propriedade da Igreja, e da Igreja não
vocês não podem reivindicar nada». «AsiaNews»
recolhe o comentário do Pe. Amer Youkhanna – sacerdote caldeu
de Mosul – das palavras daquele que era seu bispo, perante as que
se sente «muito impressionado». «Ao indicar a vida depois
da morte como continuação maior e infinita de entregar-se
a Deus, quer dizer-nos que o que nos aguarda não apenas uma recompensa
“passiva”, mas uma vida na que o Senhor nos faz ativos com
Ele», disse. «A vida é – escrevia Dom Rahho –
entregar-nos plenamente nas mãos de Deus; com a morte, esta entrega
se faz infinita na vida eterna.»
Zenit
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