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MYANMAR: 12/05/2008
Solidariedade
Para a Caritas, ainda é impossível
calcular o número de vítimas; mobilizadas as 14 dioceses
da Igreja católica que acolhem os desabrigados nas paróquias
e distribuem ajudas
“Confirmamos os sinais negativos devido à
situação geral de Myanmar depois da passagem do ciclone
Nargis. Há uma imensa preocupação, contudo, não
é possível nesse momento dar números exatos sobre
a quantidade de vítimas. O balanço dos mortos poderá
ainda aumentar, mas nesse momento não é possível,
por exemplo, falar de 100 mil vítimas, a situação
é muito incerta e confusa”. É o que explica Paolo
Beccegato, responsável pela área internacional da Caritas
italiana, que está acompanhando a evolução da situação
no país asiático de hora em hora. “Tratou-se - explica
ainda Beccegato - de uma calamidade de magnitude devastadora que teve
efeitos catastróficos devido à falta de prevenção
para o ciclone”.
De qualquer maneira, comparado ao tsunami de 2004, as
autoridades políticas do País reconheceram a gravidade do
evento, deram informações sobre o que está acontecendo
e manifestaram certa disponibilidade para aceitar as ajudas. “Agora,
os fatos devem se seguir às palavras” explica a Caritas.
No entanto, se é verdade que por parte das autoridades “há
uma certa suspeita em relação a tudo que venha do exterior,
é preciso dizer que isso acontece em situações semelhantes
em muitos Países do mundo. Além disso, é preciso
ressaltar que Myanmar é grande e tem recursos consideráveis
que podem ser utilizados nesse contexto”. Os danos maiores foram
nas plantações, nas estruturas do País e nas casas,
as águas também ainda não foram retiradas de uma
parte das áreas atingidas, o que complica a avaliação
dos danos.
A capital do País, Yangon, se transformou numa
espécie de deserto, as tubulações se romperam e as
águas limpas se misturaram com as sujas, trazendo um altíssimo
risco de epidemias. Um risco que tem sido afastado com a utilização
imediata de purificadores de água e com a intervenção
médica junto à população; por isso, se a ação
não for rápida, explica a Caritas, a situação
pode se tornar ainda mais dramática. Há também uma
dificuldade objetiva para se chegar a algumas áreas do País
atingidas pela tragédia, as estradas foram destruídas pelo
ciclone, as águas estagnaram em amplas áreas do território.
Nesse contexto difícil atuam as 14 dioceses da Igreja católica,
quatro delas são as mais envolvidas.
“Sacerdotes, religiosas, religiosos e voluntários
se mobilizaram - explica Beccegato - os operadores locais, ou seja, os
originários de Myanmar, constituem a imensa parte do pessoal católico
que está agindo nesse momento para levar alívio às
populações. As paróquias acolheram os desabrigados
e estão distribuindo ajudas”. A Igreja, empenhada na atividade
de apoio à população em diversos âmbitos, como
na agricultura, recursos hídricos e escolas, deslocou nesses dias
toda a sua atenção e os próprios recursos para ajudar
a população. Enquanto isso, hoje, as Nações
Unidas lançaram um apelo para a arrecadação de ajudas
a serem destinadas a Myanmar e pediram às autoridades do País
que abram as fronteiras para as ajudas provenientes do exterior.
Fides
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