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PAQUISTÃO: 28/04/2008
Direitos Humanos
Convenção contra a tortura e o tratamento desumano aos detentos
Foi muito bem recebida pela Igreja católica
e pela sociedade civil no Paquistão a ratificação,
anunciada pelo governo paquistanês, de alguns Tratados e Convenções
das Nações Unidas:
- a Convenção contra a tortura e o tratamento
desumano aos detentos; a Convenção para os Direitos civis
e políticos; a Convenção sobre o respeito aos Direitos
econômicos, sociais e culturais.
O Arcebispo de Latore, Dom Lawrence Saldanha, Presidente
da Conferência Episcopal e responsável pela “Comissão
Justiça e Paz”, afirmou em comunicado, assinado e apoiado
também por outras Ongs, que a Igreja “apoiará toda
iniciativa séria para melhorar o padrão dos direitos humanos
no país”, e que toda a sociedade civil paquistanesa será
sempre um “cão de guarda” do governo nessa área.
E, apesar do governo ter aprovado as Convenções da Onu e
isso represente um passo à frente em relação ao passado,
“o verdadeiro teste está na aplicação dos direitos”.
Por isso, o documento recomenda:
- “Uma política de direitos humanos no país
que reflita um empenho para o fortalecimento dos direitos constitucionais
aprovados pela lei; um mecanismo para monitorar o efetivo respeito destes
direitos; a instituição de uma Autoridade Nacional para
os Direitos humanos, que seja independente e tenha credibilidade, com
poder investigativo sobre as violações, e capaz de propor
soluções; um pacote de reformas constitucionais para eliminar
todas as discriminações e assegurar o pluralismo e oportunidades
iguais na sociedade”.
A Comissão “Justiça e Paz”
da Conferência Episcopal estabeleceu uma colaboração
com a “Comissão Democrática para o Desenvolvimento
Humano” e outras Ongs, para iniciativas de sensibilização
sobre os temas do respeito aos direitos humanos de todos os cidadãos
do Paquistão. Recentemente dirigiu um apelo ao novo governo para
as reformas. No último período tumultuado da história
do país sempre defendeu a democracia, a liberdade, os direitos
humanos no Paquistão. Um dos temas principais é a proteção
da liberdade religiosa em todo o país, especialmente nas periferias.
A represália dos grupos extremistas, de fato,
está pondo em risco o normal funcionamento democrático da
vida social e o respeito aos direitos elementares das pessoas. O clima
de intimidação e hostilidade é sofrido, principalmente,
pelas minorias religiosas, entre as quais a comunidade cristã.
Especialmente no Nordeste do Paquistão, os fiéis são
alvo de violências contínuas, ameaças e, todos os
dias, correm perigo de vida, atingidos por grupos terroristas que atuam
na região. A Comissão reuniu e divulgou os testemunhos e
os pedidos de ajuda das comunidades dos fiéis na Província
de Fronteira do Nordeste, onde agem grupos radicais islâmicos.
Fides
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