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SRI LANKA: 17/04/2008
Perseguição
Novo apelo dos Bispos para proteger o Santuário mariano de Madhu
Salvar o Santuário mariano de Madhu da
violência e da destruição:
- é esta, atualmente, a maior preocupação
dos Bispos do Sri Lanka, que reafirmaram em comunicado oficial a urgência
de se proteger o local sagrado para os fiéis católicos da
ilha, mas apreciado e freqüentado - como local de paz e de reconciliação
- também por crentes de outras religiões.
O Santuário está no centro da ilha, numa
área controlada pelos rebeldes tamil, onde estão combatendo
tropas do exército e grupos de guerrilheiros. Bombardeios e disparos
já atingiram o complexo do Santuário, destruindo uma capela
e obrigando o Bispo Rayappu Jospeh a deslocar temporariamente a antiga
estátua da Virgem Maria do Santuário, para levá-la
a um local mais seguro. Os Bispos protestaram, escreveram para o governo,
organizaram uma procissão de oração para chamar a
atenção da opinião pública sobre o perigo.
Nos últimos anos o Santuário foi considerado “zona
neutra” e poupado do conflito. Atualmente, esta sacralidade parece
perdida e a Conferência Episcopal, reunida recentemente para analisar
a questão e buscar soluções, renovou aos combatentes
o apelo para que cessem os combates na área onde está o
Santuário.
A transferência da estátua da Virgem,
reiteram no texto, ocorreu por motivos de segurança e não
para atender a pressões dos rebeldes, (como argumentaram alguns
meios de comunicação):
- ela voltará assim que as condições
permitirem.
O Santuário mariano de Madhu, na diocese de Mannar,
sempre foi um local de oração respeitado e freqüentado
pelos fiéis católicos e de outras religiões. Os Bispos
do país sempre pediram que se considerasse Madhu zona desmilitarizada,
garantindo a segurança dos peregrinos e dos refugiados. Desde 1990,
de fato, os 160 hectares de terreno ao redor do santuário receberam
milhares de desabrigados pela guerra, tornando-se um autêntico campo
de refugiados. A história do Santuário começou há
mais de quatro séculos. A sua origem é de 1544, quando o
rei de Jaffna, Sankili, mandou massacrar 600 cristãos de Mannar
(convertidos pelos portugueses, que desembarcaram no Ceilão em
1505), temendo a expansão da influência portuguesa. Alguns
fiéis, que escaparam do massacre, fundaram na selva um pequeno
local de oração, depositando ali a estátua que agora
se encontra no Santuário.
Em seguida, os holandeses desembarcaram no Ceilão
em 1656 e iniciaram uma perseguição aos católicos.
Trinta famílias católicas, em busca de refúgio de
vilarejo em vilarejo e levando com eles a estátua, estabeleceram-se
em 1670 na localidade de Maruthamadhu, local onde atualmente está
o Santuário. Outros católicos reuniram-se naquele local.
Em todo Ceilão difundiu-se a fama da Virgem de Madhu, curadora
e protetora contra a mordida das serpentes. Com a chegada na ilha do Pe.
Joseph Vaz, em 1687, o catolicismo refloresceu, e Madhu, em 1706, foi
considerada um centro missionário. A construção atual
foi iniciada por Dom Bonjean, que em 1872 colocou a primeira pedra do
Santuário. O legado pontifício coroou a estátua em
1924 em nome do Papa Pio XI. A consagração da igreja aconteceu
em 1944.
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