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TURQUIA: 05/08/2008
Democracia
Após atentado, igreja pede democracia
“Não há alternativas à democracia.”
Foi o que declarou D. Luigi Padovese, vigário apostólico
de Anatólia e presidente da Conferência Episcopal Turca,
no dia seguinte ao massacre (dezessete mortos) que aconteceu no domingo
passado em Istambul, após a explosão de duas bombas. Em
declarações publicadas por "L'Osservatore Romano",
o bispo fala de “sentimentos de apreensão” e recorda
que o Tribunal Constitucional turco reuniu-se para decidir sobre a proibição
ao partido do governo, AKP, acusado de querer introduzir a lei islâmica
no pais laico de maioria muçulmana. “Estamos à espera
da sentença do Tribunal Constitucional para saber sua decisão
–afirmou o prelado–. Estas bombas têm um caráter
muito evidente, o de desestabilizar uma situação que já
é bastante inquieta.
Está claro que um dia antes da sentença,
isso se interpreta assim.” “O apelo que podemos lançar
vale menos que nada. Inclusive porque não somos uma realidade tão
representativa. O chamado é para deixar prevalecer a democracia
dentro deste país”, reconhece. Segundo D. Padovese, os problemas
que há “estão ligados a posições de
poder. Existe a necessidade de salvaguardar a laicidade e ao mesmo tempo
o direito a dar a esta laicidade uma expressão democrática.
Uma democracia representa sempre riscos, mas não há alternativas
à democracia”. “Até agora, a situação
da Turquia permaneceu nesta imobilidade precisamente pelas forças
de poder que se opõem”, concluiu. Essa quarta-feira, fez-se
pública a decisão do Tribunal Constitucional da Turquia
de não ilegalizar o partido do governo, ainda que o penalizou com
a retirada de ajudas públicas.
Zenit
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