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VATICANO: 23/04/2008
Papa
Papa Bento XVI nos Estados Unidos
“A
liberdade religiosa, o diálogo inter-religioso e a fé visam
algo mais do que um consenso,
voltado a identificar estradas para atuar estratégias concretas
e progredir a fé”
- Encerrado o encontro com o mondo universitário
católico, o Santo Padre Bento XVI visitou o "Pope John Paul
II Cultural Center" para encontrar os Representantes de outras Religiões
(judeus, muçulmanos, budistas e jainístas). “Este
País tem uma longa história de colaboração
entre as diversas religiões, em muitos campos da vida pública”
- destacou o Santo Padre em seu discurso, exortando todos os grupos religiosos
“a perseverar em sua colaboração” e a enriquecer
assim a vida pública com os valores espirituais que animam sua
ação no mundo. “Os americanos sempre apreciaram a
possibilidade de praticar seus cultos livremente em conformidade com sua
consciência” - prosseguiu o Papa, citando Alexis de Tocqueville,
o historiador Frances e estudiosos de temas americanos, que era fascinado
por este aspecto da Nação.
“Nas áreas urbanas, é comum que pessoas
provenientes de regiões culturais e religiosas diversas se empenhem
todos os dias, uns ao lado dos outros, em ambientes comerciais, sociais
e educativos. Hoje, jovens cristãos, judeus, muçulmanos,
hindus, budistas e crianças de todas as religiões, nas salas
de aula de todo o país se sentam lado a lado, aprendendo uns com
os outros e uns dos outros. Esta diversidade dá lugar a novos desafios,
que suscitam uma profunda reflexão sobre os princípios fundamentais
de uma sociedade democrática”. O Santo Padre destacou que
“o dever de defender a liberdade religiosa nunca foi completado”
e explicou que “tutelar a liberdade religiosa nas normas da lei
não garante que povos, e de modo especial, minorias, sejam poupadas
de injustas formas de discriminação e preconceitos. Isto
requer um esforço constante por parte de todos os membros da sociedade,
a fim de garantir que aos cidadãos seja oferecida a oportunidade
de exercer o culto pacificamente e transmitir seu patrimônio religioso
a seus filhos.
A transmissão das tradições religiosas
às gerações que se sucedem não apenas ajuda
a preservar um patrimônio, mas sustenta e alimenta a cultura atual,
que o circunda. A mesma coisa vale em relação ao diálogo
inter-religioso. Seja aqueles que participam, seja a sociedade, são
enriquecidos. Na medida em que crescemos na compreensão uns dos
outros, vemos que compartilhamos estima pelos valores éticos, obtidos
por meio da razão humana, que são venerados por todas as
pessoas de boa-vontade. O mundo pede insistentemente um comum testemunho
destes valores”. Em seguida, Bento XVI convidou todas as pessoas
religiosas a considerar o diálogo não apenas como meio para
reforçar a compreensão recíproca, mas como modo para
servir, de modo mais amplo, a sociedade.
Após citar a contribuição
das escolas confessionais à construção de uma sociedade
respeitosa de práticas religiosas de todos, o Papa destacou “a
enorme responsabilidade” dos líderes religiosos:
- “Eles devem permear a sociedade com um profundo
temor e respeito pela vida humana e a liberdade; garantir que a dignidade
humana seja reconhecida e apreciada; facilitar a paz e a justiça;
ensinar às crianças aquilo que é justo, bom e razoável”.
“Enquanto unimos sempre nossos corações
e mentes na busca da paz - disse ainda o Pontífice - devemos também
ouvir com atenção a voz da verdade. Deste modo, nosso diálogo
não se limita a identificar um conjunto comum de valores, mas prossegue,
indagando o seu fundamento final”. “Enquanto unimos sempre
nossos corações e mentes na busca da paz - disse ainda o
Pontífice - devemos ainda ouvir com atenção a voz
da verdade. Deste modo, nosso diálogo não se limita a identificar
um conjunto comum de valores, mas prossegue adiante para seu fundamento
final”. Bento XVI destacou como “o mais importante objetivo
do diálogo inter-religioso”, requer uma clara exposição
das respectivas doutrinas religiosas.
Que pode encontrar espaço adequado em colégios,
universidades e centros de estudo, enquanto a Santa Sé, por sua
vez, tenta levar adiante este importante trabalho através do Pontifício
Conselho para o Diálogo Inter-religioso, o Pontifício Instituto
para Estudos Árabes e Islamística, várias Universidades
Pontifícia. O Papa concluiu seu discurso auspiciando que os fiéis
de todas as religiões se unam “para defender e promover a
vida e a liberdade religiosa em todo o mundo”, e desta forma, possam
ser “instrumentos de paz para toda a família humana”.
No final de Sua vida ao "Pope John Paul II Cultural Center",
o Papa dirigiu uma breve saudação na Polish National Room,
aos representantes da Comunidade judaica e lhes entregou uma Mensagem
de augúrio por ocasião da Pessach, festividade da Páscoa
judaica, que se iniciou sábado, 19 de abril.
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