A Igreja no Mundo
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CONGO: 22/12/2009 A Cáritas da República Democrática do Congo alertou sobre a falta de vontade política para proteger as comunidades da região setentrional do país e pede ao Governo congolês, à ONU e à comunidade internacional que dê a máxima prioridade à segurança das pessoas nessas áreas, contra os ataques rebeldes. Quase um ano depois que os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor (LRA) mataram 620 pessoas de diversas comunidades do norte do Congo que celebravam o Natal, seu povo ainda tem medo de ser mutilado, morto ou violado pelos rebeldes. “Um ano depois, as comunidades continuam necessitando de proteção, alimentos e atenção sanitária. O governo e a comunidade internacional devem atuar sem demora para garantir a segurança e alcançar a paz na região”, afirma Bruno Miteyo, diretor da Cáritas Congo. A insegurança no norte do Congo forma parte de uma situação regional de instabilidade que precisa ser abordada. Para Cáritas são fundamentais a transparência e a coordenação no âmbito regional para criar um ambiente que favoreça a prestação de contas e que permita lutar compra a impunidade. “Os dirigentes do Congo, Uganda, Sudão e Ruanda devem estabelecer negociações para conseguir uma paz duradoura. A comunidade internacional deve também usar seus melhores esforços para impedir a chegada de armas na região,” completa Miteyo. Renovação do mandato da MONUC O mandato das forças da ONU no Congo (MONUC) deve se renovar este mês e existem dúvidas sobre a prolongação desse mandato, com um custo de mais de 1,3 milhão de dólares anuais, apenas por um período de seis meses, em vez um ano e com vista à sua possível retirada. Cáritas Congo afirmou ainda que a MONUC não conseguiu garantir a proteção dos civis congoleses em risco, e que essas pessoas continuam sendo extremamente vulneráveis. A magnitude e complexidade da crise no Congo requer uma missão de paz mais abrangente, a dar prioridade à proteção de civis. Toda força de paz deve desempenhar uma tarefa fundamental na formação das forças policiais locais, de modo que sejam capazes de manter uma situação de estabilidade e proteger as comunidades. A constante situação de insegurança que se vive no norte do Congo dificulta o acesso das populações aos bens e serviços de primeira necessidade. Portanto, Cáritas pede aos governos que garantam a criação de um corredor de ajuda entre o norte do Congo e os países vizinhos para garantirem a distribuição de alimentos e outros artigos essenciais. Novo programa de emergência para 230mil pessoas Cáritas lançou um novo programa de emergência nas regiões norte e leste do Congo em junho deste ano, pelo valor de 12,5 milhões de dólares (aproximadamente 8,5 milhões de euros), ao que a Cáritas Espanhola já arrecadou até a data 300 mil euros. O programa fornece itens como cobertores, roupas, ferramentas agrícolas e produtos de higiene para mais de 230 mil pessoas. O programa também está focado na melhoria da educação e das condições sanitárias e tem prestado atendimento psicológico às vítimas da violência. Zenit
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