A Igreja no Mundo
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SRI LANKA: 02/12/2009 Refugiados da etnia tâmil, que retornam dos campos de refugiados após o fim dos combates entre rebeldes e tropas do governo, enfrentarão grave risco caso as minas terrestres não sejam removidas de seu território, declarou o arcebispo de Colombo, Malcolm Ranjith, pedindo auxílio à comunidade internacional para a limpeza de áreas ao norte do país que ainda estariam repletas de explosivos. O prelado discutiu a difícil situação com a associação católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), após o anúncio, pelo governo, da saída dos últimos 136.000 tâmil dos campos de refugiados, descritos como precários e superlotados. Os campos administrados pelo governo chegaram a receber 300.000 refugiados durante o ápice da crise humanitária, após a bem-sucedida ofensiva das tropas governamentais contra os Tigres pela Libertação da Pátria Tâmil na província de Colombo, ocorrida na primavera passada. Segundo o arcebispo, “a comunidade internacional deve prestar auxílio ao Sri Lanka na remoção das minas terrestres o mais rapidamente possível, e contribuir para a reconstrução da infra-estrutura, possibilitando que a vida volte à normalidade.” Da mesma forma, o prelado pede também que os tâmil tenham voz política: - “por meio de instituições políticas locais, devem ser representados em suas próprias áreas. Talvez o governo deva dar a eles mais do que simples conselhos provinciais”. O prelado lembrou também a necessidade de reabilitar ao menos 10.000 meninos soldados, recrutados pelas milícias tâmil: - “é preciso reconduzi-los a uma vida normal, mas isso levará tempo”, reconheceu. Se o Sri Lanka pretende superar “este período obscuro de sua história”, continuou, “tanto a maioria cingalesa quanto a minoria tâmil deve aceitar o fato de que, durante o conflito, foram cometidos graves erros por ambas as partes.” O papel das religiões Segundo o arcebispo Ranjith, é dever de todos os líderes religiosos unirem-se para condenar a violência e trabalhar pela paz. “O que devem fazer é encorajar o governo do Sri Lanka a resolver os impasses com soluções políticas” – disse. “É inaceitável que retornemos à violência”. “Para construir um novo Sri Lanka, todos os líderes religiosos devem inspirar as pessoas para que expressem seus valores do modo mais nobre. Se as pessoas seguissem de fato suas religiões, tamanha violência jamais teria ocorrido.” Para o religioso, a guerra teria sido evitada se tanto os cingaleses quanto os tâmil tivessem conseguido conter o avanço das forças radicais presentes em suas próprias comunidades. “A igreja tentou conciliar ambas as partes, mas não nos deram ouvidos”, concluiu. Zenit
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