O P.I.M.E.
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Bandeirantes pelo Evangelho A presença do P.I.M.E. no Brasil foi marcada por uma constante:
a necessidade de procurar posições de fronteira, de ir aos
mais abandonados. Também as primeiras paróquias que o P.I.M.E. assumiu na cidade de São Paulo foram todas devolvidas à diocese. É esse, com efeito, o objetivo do P.I.M.E.: assumir um campo de trabalho que se apresenta como missionário sob vários aspectos, por exemplo, porque a Igreja local não tem sacerdotes ou agentes de pastoral que possam dar-lhe suficiente assistência e devolvê-lo à diocese, quando essas situações de emergência terminarem. Sempre no Estado de São Paulo, o P.I.M.E. trabalhou também na diocese de Bragança Paulista: queremos lembrar a paróquia de Sta. Terezinha, na cidade de Bragança. Nessa última, o primeiro pároco, pe. Aldo Bollini, que lá permaneceu durante quarenta anos, escreveu que, quando chegou e a assumiu, os católicos que frequentavam as missas não chegavam a quarenta. Quinze anos depois, ele podia afirmar que, dos 18 mil paroquianos, 16 mil eram católicos e 85% frequentavam regularmente a igreja aos domingos. 0 P.I.M.E. trabalhou também na região de Assis, na Alta Sorocabana. Sobre esse trabalho, assim se expressa o pe. José Contini, há quarenta e cinco anos no Brasil, pároco de Vila Xavier: "Quando chegamos a Assis, a cidade não tinha mais que 20 mil habitantes, com uma só paróquia: a da catedral. Iniciamos outras: Vila Xavier e Vila Operária; de algumas nossas capelas, nasceram quatro paróquias. Depois fundamos o colégio Santo Antônio e, com os padres que lá residiam, iniciamos uma atividade de evangelização em toda a diocese. Antigamente, a pastoral rural exigia muito trabalho: havia muitas pessoas nas cidades do interior ocupadas na lavoura. Depois, chegou a mecanização; hoje, a cidade de Assis tem 100 mil habitantes e o interior se esvaziou". Das muitas paróquias que o Pime teve na diocese, agora só trabalha em duas: Vila Xavier, na cidade de Assis, e Echaporã. No Estado de São Paulo, o P.I.M.E. não marcou sua presença somente em paróquias, mas manteve durante muitos anos dois colégios: o Diocesano Santo Antônio, na cidade de Assis, confiado ao Instituto pelo próprio bispo da cidade, e o Meninópolis, no bairro do Brooklin, da cidade de São Paulo, fundado pelo pe. Carlos Acquani. Antes de ser um grande colégio, Meninópolis foi, como o
nome diz, a "cidade dos meninos". Assim funcionava Meninópolis nos anos 50 e 60. |
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