O P.I.M.E.
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Aristides Pirovano, primeiro bispo de Macapá Foi um dos primeiros três padres que, após a guerra, veio
para o Brasil. Aqui no Brasil, também, foi procurar as situações
limites na selva do Território Federal do Amapá, onde iniciou
a organização da prelazia, primeiro, e da diocese, depois.
Distinguiu-se pela modernidade de seu trabalho à frente da prelazia
incentivando obras como rádio, tipografia e jornal. Eleito superior geral do P.I.M.E., exerceu o cargo por dois mandatos, abrindo novos horizontes para o Instituto, em especial, no Oriente. Terminado seu mandato de superior, voltou para o Brasil e, junto com padres e irmãs da Imaculada, foi viver na colônia hanseniana de Marituba onde, com Marcelo Candia, tornou-se o anjo da guarda daqueles doentes, muitas vezes esquecidos pela saúde pública. É certo que o amor faz o bem em qualquer lugar, mas há pessoas que têm a intuição de ver claramente qual é o lugar e a melhor forma de amar. Em Marituba, a dor existia, de forma desesperadora, em duas dimenções: no corpo e no espírito. Em busca de meios financeiros para modernizar a colônia, percorria a Itália e a Europa, quando, por ordem do governo, esta foi desativada. No limite, imposto pela idade, de suas possibilidades físicas, voltou para o merecido descanso na Itália, sem esquecer seus amigos doentes, continuando a angariar fundos para enviar ao Brasil. Dom Aristides Pirovano faleceu no dia 03 de fevereiro de 1997 na Itália. |
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